quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pensamentos no supermercado

Tenho que aqui confessar a minha enorme vontade de ser alguém com nenhuma dor. Ser real é isso, só dor e dor. Aquelas pessoas que escreveram musicas, poemas, romances e telas e depois desprezaram a própria respiração. Se julgando algo que é de tão atormentador para si mesmo que não ha mais solução a não ser calar as mãos. Parar de demonstrar ao mundo suas percepções e sentimentos, afinal seu próprio sentimento não tem o minimo valor para si mesmo. Sei que meu desejo de escrever só vem nos meus piores momentos, é quando estou morta por dentro e me abandono na minha realidade sentimental. Sou fraca, padeço tão fácil perante a mim. Se fosse capaz de pelo menos de fingir não gostar. Mas não, eu não me nego o enjoo da vida, a náusea constante de viver e ser viva e uma predaria de limitações. Tudo que o homem faz leva a uma tristeza sentimento de solidão. Hoje fui ao supermercado fazer a compra do mês, fiquei com raiva de ter de levar tanta coisa, cada coisa em seu potinho, saquinho ou latinha. Tudo em embalagens que só se acumulam em mais sacos de lixo. É desesperador ter que pegar cada frasquinho do que você vai usar, ali em uma prateleira com milhares de frascos que outros vão precisar, mas eu não queria precisar disso. Mas não tenho espaço para produzir o que preciso sem ter que me desgastar gastando dinheiro em um monte de fermento com açúcar e código de barras. Quiz girar e gritar PAREM!! e me atirar na loucura de ser mais um ali, que precisa de mais coisas que todos achamos que precisamos. Eu só preciso de amor.

Cerrado

Que que este seja um caderno de minhas anotações mais intimas, de todo meu sentimento explosivo e carente. Meu ultimo diário de pensamentos foi lavado por uma chuva, e suas páginas se transformaram em borrões. O mais triste é que nesse caderno haviam as minhas primeiras transcrições de um sentimento novo e destrutivo, amor. Pelo Fernando, ele que me deu a mão e me tirou de um quarto de loucuras e desesperos, desprezo por mim mesma eu tinha e meu corpo era uma pedaço de papel onde eu rabiscava, cortava, sujava, amassava, embebia em álcool e tacava fogo. Um quarto com a paredes escritas de dor, um colchão velho e sujo onde eu conseguia sonhar com dias felizes. Uma árvore de pequeno porte com flores bem silvestre, em minha janela. livros sem prateleira e caixas com recordações familiares que eu teimava em levar comigo. Era meu mundo em verde pânico, creme de verde nas paredes e estrelas no teto que brilhavam para mim de noite. E ele me fez na loucura paixão, apareceu por lá passou cinco noite e partiu. Partiu em milhões meu coração que agora não mais vivia sem ama-lo. Foi o mais atormentador de mim, foram dias amando sem ele ali. Depois de muitos pesares nós ficamos em um mesmo lugar, cidade, estado. Mesma rua. E agora estamos planejando ficar na mesma casa, na mesma cama, na mesma cozinha.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

meu ALECRIM DESFOLHADO nós levaram a AGRIÃO.
cVOS RÔXOS ansado do meu ALECRIM DESFOLHADO o fez me ABACATE.
desejo do fundo da minha alma me ACONITO, ALFINETESDA SECIA BRANCOS.
esse meu AMENDOA AMARGOSA me levou a perder meu próprio valor.
es pero apenas só te em ANDAAÇU.
desejei que durante toda vida eu estivesse essa ATEMISA SINGELA, porém nem ao menos se você me AZEITONAS PRETAS poderei ter de volta AZEITONAS VERDES.
sempre estive aqui e em minha solidão BANANA DA INDIA AMARELLA.
por esse tempo sei que BICO DE PERDIZ, que me causa essa BONINAS.
não BOTÃO DE CRAVINA, pois apenas me despedaça mais e mais por dentro.
sei que BOTÃO DE ROSA BRANCA pois BOTÃO DE ROSA CHEIROSA.
mas tento lembrar que você teve BOTÃO DE ROSA RAPÉ e me ABACATE.
terei que CABELLO para me afastar dessa CAJU.
CHAGAS por todos os dias de tua vida, pois eu CRAVO VERDE e sei bem disto.
seus FIGOS BRANCOS em minha boca ficaram eternamente, tive em esse tempo todo FOLHAS DE PARREIRA em ti.
depois de ti irei GIRASOL pelo tempo que eu conseguir, nenhum outro ALGODÃO EM RAMA acontecerá em meu coração novamente. GRELO DE MARACUJÁ em mim pela GOIVOS RÔXOS
que você me deu.
hoje começa HERVA DOCE em minha vida, pois tudo LARANJA PERA e não irei LARANJA BRANCA .

Na minha rede com você, sou mais ninguém

Felicidade assim como queremos quanto mais melhor
no tempo instante de dor e amor
ser em ti reflete toda sinceridade que sou
e quanto é bom nem posso sintetizar o momento que ali tornamos presente sem futuros e passados
apenas ali paramos e vivemos
ser, não existe sem ter essa razão na pele
um pensamento apenas
arrepiou em te encostar no pensamento
as vibrações de ti em mim, minha visão, meu halito e meu voo.
meu pequeno, grande paixão
em ti sou
sem ti,
não sei me imaginar
uma loucura
destrói o que se constrói com paciência e clamor
não há limites meu amor
não temos hora nem lugar
somos assim livres dos outros
presos em nós


apenas um instante e minha mente se viu só
desespero pois senti em mim
em ti me fiz monstro de terror amor louco sem sentido
momentos de ternura dali se foram
e minha cabeça nesse instante não capta as imagens desses atos meus,
que reflita em sua pele meu sofrimento do medo



você em mim, eu, enfim viva.





domingo, 30 de dezembro de 2012

As limitações do corpo são suas formas. Cautelosas, deslumbradas com si própria. Uma forma corporal é canalizada no estreito do que deve ser, algo que já se vê da forma que pré definimos em mente logo as formas do corpo já são, para nós, comuns. Tabeladas, nada de espanto com possíveis mutações se este acontecer será bem analisado e tabelado junto com as possibilidades de forma corporal.
Um grito espiritual é capaz de vibrar em forma que transpareça no corpo. Vontade sublime de se tornar em si fora dos padrões, se desfazer em algo que não entenda que nada seja desperdiçado, cada milimetro que se contraem será vislumbrado por si mesmo. Uma forma delimita pensamentos, e quando uma vontade de trair a regra estiver em alguma das formas vivas, então um novo corpo com perspectivas próprias nascerá. Tal sublime es um ser com formas desprendidas da sua regra, um limite é a força para se pensar em quebra-lo e continuará a ser pensado formas de não ter limites. Se existem limites logo existem vontades de não querer ser limitado. Se um corpo deve ser comprimido a uma forma, ele irá quebrar a barreira lhe imposta e seguir uma expressão do espírito.
Quando vencido o limite, nada se tornara mais virtuoso do que estender as possibilidades. Eis o corpo. Dele nada se limita, nada se alcança pois ha sempre várias possibilidades. Como o pensamento, que segue os mesmos devaneios que o corpo. Pois um pensamento é limitado, e quando tem uma necessidade de tornar um pensamento em único, entende-se que este será um pensamento que quebrou a forma pré formulada do que é são. De forma que um corpo e um pensamento podem ser vinculados em uma razão própria fugindo da moral pré definida.
Expondo-se em contornos de pensamentos.
Um pensamento se materializa em forma, em um corpo, sem este não existiria uma materialização do pensamento. Um corpo pode ser uma forma de te inibir da liberdade pura. Contudo, várias são as tentativas de tornar-se livre com as formas corporais, que te fazem tentar ser um contorno livre.
São várias as vezes em que não damos atenção para  interpretar e compreender os pensamentos que estão sendo materializados em corpo.
Sons de um pensamento figurado em nossos corpos.




"O corpo é repositório de religião, da benção e da maldição,
do espírito e do exorcismo. O corpo é de caráter biológico, 
esquelético, diabético, terapêutico e de reprodução. 
O corpo econômico é massacrado, massificado e medido; o corpo 
político é de ação, reação, violência, fascismo, nazismo, dialética, 
retaliação e revolução; corpo concreto é emoção, espetáculo, 
compleição, malandragem, tatuagem, anabolizante e correção. 
O corpo é gestual, teatral, sígnico e cultural. O corpo é estético, 
amputação, deformação, inscrição, circuncisão, infibulação, 
castração e anorexia. Enfim, o corpo é dialético, é arquétipo 
é narcisista. Os corpos são objetos de práticas simbólicas e 
concretas, sagradas e profanas. Assim, a sociedade espera 
que saibam tratá-lo, como um mapa de tesouros psicológicos: 
cheios de emoção, discriminação, racismo e imprecisão, mas, 
sobretudo, passíveis de transformação e evolução. São estas as 
responsabilidades que agora serão depositadas em suas mãos.."
(em autor)

O corpo é a manifestação da vida, é carne sustentada por uma 
estrutura. O ser humano é trágico porque seu corpo adoece e morre, no entanto mesmo assim ele reproduz. Mas, a vida é um fluxo constante de energia e a linguagem 
do corpo é a linguagem da vida; logo temos que conhecer a energia em nós
(WEiL & TOmpAKOW)

O corpo perfeito, em sua construção, usa de economia em seu 
desgaste, é massacrado quando privado de seus desejos, massificado e medido, pois 
é matéria concreta que retém as emoções. Na divisão das funções orgânicas cada 
membro desempenha politicamente a sua, se algum membro privar-se da  função que 
lhe cabe, o conjunto do corpo reage exigindo compleição. mas o corpo é eterno, pois, 
ele é único, “emblema do tempo e espelho da decadência, verga sob o peso de almas 
que se multiplicam na celebração profana da eternidade” (SiLVA)

Podia ser um castelo no ar, eram os dias de amor com fitas amarelas no cabelo e as folhas secas pela grama.
Ela só queria ter asas para dançar a vida fora do chão.
Em sua cabecinha eram todas as cores em formas de pessoas e pessoas em todas as cores.
Era sinestésica, sua ambição era não para de viver.
Cada dia um lugar novo, cada lugar almas novas, cada alma nova um amor para viver.
Suas asas não cresciam, mesmo assim fez manobras de amor no precipício e ali os deixava.
Seguia seu voo disparando pelo céu do cerrado.
A vista pela manhã, sentada nas folhas, dava bom dia para o sol atrás da serra.
Era um novo dia e ela sabia que deveria vive-lo ao máximo pois haviam vozes em sua cabeça que em tempos a faziam desistir de voar.
Seu corpo se fechava em tristeza e se rebelava contra sua felicidade.
Após seus suicídios pelas noites se fazia em flor novamente e planava pela própria vida como se fosse um eterno voo de felicidade.