domingo, 17 de março de 2019

Eu juro que eu tentei, ah eu tentei.
Te busquei, eu te busquei.
Mas eu sei, me enganei.

O gostar é um problema, não consigo gostar.
Eles podem ser o que for, podem transparecer perfeição de todos os tipos que uma mulher busca, mas eu não consigo gostar.
Meus sentimentos são complexos, preciso sentir com intensidade peculiar de uma forte melancolia que se dá para dançar.
Sempre foi dessa forma, o que me maltrata é o fato de gostar da personalidade acima de tudo.
Eu achei essa personalidade, que em mim coube, eu gostei, eu me apaixone. O que eu fiz comigo mesma? É muito sofrimento.
Se eu pudesse, voltava atrás e não teria sacado sua melancolia e evitado ver o canto do teu sorriso.


 
Te escrevo palavras bonitas porque é a única coisa que eu tenho.
Você tem a boca mais linda para beijar, lábios finos em cima e grossos em baixo.
Seu sorriso me faz rir e eu queria morar no canto dele junto com a ponta do seu bigode.
Você tem as costelas mais bonitas por que posso passar os dedos por elas.
Você tem o cabelo perfeito para acariciar e cheirar .
Seu corpo é perfeito para um lembrete na pele,
um poema escrito
com linhas compridas
de palavras fortes.

Quero imprimir seu sorri e botar na minha parede.
Essas linhas geográficas machucam.
Sempre há um muro, uma divisa, uma viajem, um destino
Que eu não alcanço. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Um espinho na dorsal. 
Corpo contra si mesmo. 
Lutando para sorrir, engolir, piscar. 
Abraços cortando, me rasgando, respingando. 
Tempo de espera.
Salas fechadas, brancas, geladas.
Andando, sonho andando.
Dançando, sonho dançando.
Balanço do corpo, suave, leve, ar, flutua.
Pensamento longe, que agonia.
Idas e vindas, espera.
Gritos no silêncio.
Uma vida inteira de saudade de mim.
Vá com (c) alma, eu penso, afinal
ninguém disse que seria fácil.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Fiquei pensando muitos dias, desde que soube de sua vinda. Pensando eu em como me tornar uma tia.
Sabendo que tudo que era passado em mim, havia me tirado as vontades de raiar o dia.


Menino
Se chamará Téo
Qual será sua cor de cabelo?
Terá cachinhos enroladinho como os nossos?



Quando o mundo era cheio de nuvens cinzas
Pessoas apresadas
Correi do dia a dia
Eu vim.

E quando cheguei
Abri um buraco de alegria
Era tudo amor
Que antes não se tinha

Eu tinha um coração
Diferente do que se imaginava
Ele era tão brilhante
Que a todos espantava


Eu tinha muitas cores vibrantes
Que antes não se via
Ela era refletida
Do meu peito
Que já diziam
Ser o amor que não se via

Mamãe e papai
com muito orgulho me abraçavam
era tanto carinho
que a minha luz só aumentava

eu tinha um problema com aquele coração
o mundo não via tanta luz ha muito tempo
tiveram que esconder ele
para me proteger

poderia eu dividi-la
e assim eu fiz
quando me vinham visitar
dava em um potinho um pouquinho do meu carinho
acho que por isso eles sorriam tanto quando me viam



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Não faz sentido
Nada fez
Mas se desfez e então refez em mim
E era tua boca a sorrir
Uns lábios rosados que nunca vi.
Eram olhos brilhantes, lentamente escondidos.
Era tudo, para se tornar o nada.
A culpa, sem ser dos passos em desacato, mas dos braços que não alcançavam.
Ainda hoje não consigo dormir.
É muita fascinação, muita desilusão e falta de mim.
Poderia ser assim. E foi.
Me inventei para crer que seria, para ter uma expectativa viva, uma vontade de calçar sapatos e sorrir.
Mas a minha verdade é essa, inventada.
Não pude ter nem um toque das tuas mão,
Penso apenas em me calar.
Calar esse desejo, por quem padeço e minha vaga ternura se contorce.
Nessas noites em que apenas penso no teu cheiro.


sábado, 9 de agosto de 2014

Priscila
é o único nome que me vem à cabeça.
Priscila
Como és bela.
Minha obsessão, minha alma gêmea.
Te quero ao acorda, te quero ao dormir, te quero ao respirar.
Como faço para amar-te, se longe de mim estas.
Volte ao lar, para nossa cama conversar.
Nossas fofocas depois do expediente.
Nossos novos vestidos, nossas festas diferentes, mas os sapatos do mesmo número.
Iremos nos maquiar juntas? Ou leremos algum novo livro de um louco filosofo russo.
Filmes não sei mais escolher na aquela vídeo locadora velha da esquina onde íamos pegar um dvd que já tínhamos visto.
Sua biblioteca de livros velhos e perdidos.
Seus cabelos escuros e olhos puxados.
Minha irmã, minha esperança de uma vida mais alegre.
Todos planejamentos onde agora posso anotar?
Sua lista de fim de ano que sempre fazia, e as sete uvas que colocávamos na boca antes da virada.
Seu armário ainda esta junto ao meu, suas roupas são minhas máscaras em dias cruéis
Mas seu cabelo, cheiroso, não consigo acariciar durante a noite.
Dormíamos na mesma cama, pois eu precisava mais dela do que ela de mim.
Minha baixinha.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sem o vazio não há historia; nada é legível, nada é visível, o vazio e uma necessidade de tudo que é concreto.
Ele me diz..
Sem o vazio não há historia, nada é legível, nada é visível, o vazio e uma necessidade de tudo que é concreto.
somos o vão entra as palavras.

o vazio preenche um livro tanto quanto as palavras.

meu amor disse..

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como não me sobra nada que eu faça bem, ou pelo menos saiba fazer, então escrevo. É a única performance que me sobra de menos pior, pelo menos sei colocar palavras quase que em ordem que me façam sentir que posso retratar algo. Escrevo por que me sobram palavras e me faltam condições. Escrevo pois bem quero exorcizar minhas divagações e suavizar minha falta de vontade da vida. Escrevo pois é minha ferramenta quando nada tenho a fazer se não observar pelas redes sociais as vidas fascinantes dos outros. Escrevo por que é totalmente individualista, racionalista e niilista. Escrevo pois não tenho onde ir, posses e câmera para fotografar, desenhos arquitetônicos para fazer, projetos de vida para repensar, pesquisa para completar, filmes que me interessem para ver, estou desempregada, de férias, sem grana para viajar, sem nada para fazer... sou um nada sentada no nada e com nada de mais a dizer.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A maneira como você girar em torno de mim ao longo do tempo deixa sombras no sol. Meu amor é a canção é como o vento, se depender de mim eu nunca vou morrer, se depender de mim, eu vou morrer amanhã mil vezes em uma hora, e voltar a viver sete minutos mais tarde, se depender de mim o sol nunca deixará de brilhar, e a lua nunca deixará de brilhar e eu vou dançar um milhão de amanhãs, sobre os raios de sol, das ondas da lua, e me banhar nos outros milhares de dias que virão, ignorando toda a minha razão, e preconcebidas noções, se depender de mim, se depende de mim. E assim é o meu amor, impossível de se compreender, eterno, como o vento é a imaginação. Ele se infiltra nas rachaduras das rochas, dança por entre as ondulações da grama, explorar o desconhecido, o meu amor é a imaginação da minha alma.
 Quer saber o quanto te amo?  Imagine.


Eu tenho ciúmes da lua,

 Porque você olha para ela.

 Tenho ciúmes do sol,

 Porque ele te aquece.

 Sinto você,

 Mesmo quando não estou me sentindo.

 Quero falar com você em sonho

 Eu te amo, mesmo quando penso em não pensar em ti.








quarta-feira, 9 de julho de 2014

Como se pudesse beijar o ar.
E ela o beijou
Se lançando contra o vento
Seus cabelos voando se embaraçando
Há fazendo sorrir
E ela ria e balançava o pescoço para os lados
Como se estivesse mergulhado no teu mar azul
E estivesse no seu balé com a imensidão.

E ela partiu e não me disse adeus.
- Essas todas não são copias somente um olhar de desprezo, desprezo por mim

- A que eu mais odeio  é a última, por que sinto que ela é alguém que você conhece

- Talvez de outra vida de algum sonho

- Desprezo por você? talvez. Desprezo por que você as deseja e elas não? Talvez não de outra vida não, ela me parece muito com mulheres que você adiciona nas redes sociais, mulheres que você encara no metro, mulheres que você gostaria de ter para ti e passar os teus dedos sobre a pele macia do rosto delas.

- Talvez porque algo dentro de mim, algo bonito, nunca irá sair, e eu sinto ódio, raiva de mim mesmo.

- É isso que penso e esse pensamento me mata. Tenho mais medo do que você sente por elas do que por mulheres reais afinal, não tenho como competir com elas, já que são configuradas por seus desejos.

- É seus ciúmes falando não sua racionalidade elas são a personificação de uma historia

- Como ciúmes se o maior amor da minha vida é o homem que pinta mulheres totalmente diferentes de mim.
- É como se você fosse  Picasso e as amantes dele.

- De um príncipe, um príncipe que gostaria de poder fazer coisas boas para todos, mas foi trancado em uma masmorra com apenas grades em uma janela...

- Que eram suas modelos sempre... sempre todo pintor tem modelos e esposa, e sempre pintam as modelos que se tornam suas amantes, sempre a madona é a amante que depois se torna a nova esposa e depois é trocada por outra modelo amante e assim até o fim da vida deles.
-  E para tentar ser resgatado batia com sua coroa nas grades, e continuava batendo e batendo sua cabeça pelas barras de ferro e ela fazia um som em que todos ficavam maravilhados como se pudessem beijar o ar.
Um som de tamanha beleza que levava a felicidade as pessoas.
Mas ele continuava a bater sua cabeça entre as barras, fazendo aquele lindo som, mas sem nunca conseguir sair de lá.

É isso que eu sinto em relação as suas pinturas e eu.
Eu disse à ele que iria escrever sobre isso, eu juro que irei. Sobre meu amor pintor, que nunca me pintou apenas meu par de seios, ele o pintou. Todos os seus rostos eram de mulheres magras, com queixo fino, nariz fino e cabelos compridos. Veja bem, sou gordinha, tenho queixo quadrado, nariz grande e cabelos curtos às vezes foi bem curto. Minha mágoa por nunca ter sido, até a dita data, uma de suas madonas.

domingo, 6 de julho de 2014

Sei o quanto sofre
remói
destrói
ai dentro do seu peito,
lateja em sua mente,
meu querido
quero sua beleza de ser assim.

sussurro...

Vou exorcizar seus demônios do passado
deixe-me ficar...

não sou divina como as lá de fora
mas em nosso mundo,
divino são nossos pensamentos insanos.

Antes que se feche essa janela
deixamos as cortinas abertas
para imundar o mar de lenções
com a clara luz de mais um dia
mais um beijo lento e remoto
que abre nossos olhos
ali deitados.

Sua inocência é minha, agora volte a dormir querido.